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5 de agosto de 2013

The OC: 10 anos depois, de volta à Orange County

Revisitamos Orange County para lembrar o porquê sentimos tanta falta de Ryan, Seth, Marissa e Summer.

Há exatos 10 anos, numa segunda-feira, estreou uma série teen chamada The OC. O gênero, há muito sem fôlego e de fórmulas batidas, ganhou um representante à altura e nos lembrou o porquê gostamos tanto de dramas teen. Josh Schwartz, à época um jovem adulto de apenas 26 anos e sem experiência alguma na TV, resolveu contar a história de um adolescente desajustado, chamado Ryan Atwood (Benjamin McKenzie), que chega a Newport Beach, um dos condados da alta sociedade americana, após ser adotado pela família Cohen.

“Welcome to the OC, bitch!”

A clássica frase “Welcome to the OC, bitch!”, dita por Luke Ward (Chris Carmack) dava uma premissa de que aquele não seria apenas mais um show, e que a vida de Ryan em OC não seria nada fácil. Como esperado, o garoto pobre e fichado na polícia é hostilizado por praticamente todos os moradores de Newport, exceto Marissa Cooper (Mischa Barton) e Seth Cohen (Adam Brody), que se identificam imediatamente com Atwood. A primeira é uma garota super popular e aparentemente perfeita, até descobrirmos a sua personalidade um tanto problemática.

O segundo é um garoto outsider, de poucos amigos e que sofreu bullying a vida toda por ser um pouco diferente. Para completar a trama, temos Sandy Cohen (Peter Gallagher), defensor público de mente aberta e contra o preconceito à classes menos favorecidas, e marido de Kirsten Cohen (Kelly Rowan), filha de Caleb Nichol (Alan Dale), CFO da empresa imobiliária de seu pai e socialite. Além de Ryan, Marissa e Seth, o núcleo jovem também era integrado por Luke, capitão do time de polo aquático e típico valentão que adora ser um babaca nas horas vagas; Summer Roberts (Rachel Bilson), patricinha inicialmente superficial, mas que entende que a vida vai além dos bens materiais e passa a enxergá-la com outros olhos ao se apaixonar por Seth.

Apesar de The OC nos mostrar em primeira mão os escândalos de uma comunidade cheia de segredos sórdidos, a série era mesmo sobre outsiders e segundas chances. Os personagens pareciam clichês a princípio, mas nada era como parecia ser, e vimos pessoas errarem e aprenderem com seus erros, tornando-se melhores ou fadando os seus destinos a desfechos nada amigáveis. A série se diferenciava do formato tradicional por vários motivos, a começar pelo fato de ser protagonizada por um personagem masculino e voltada para ambos os sexos, diferente dos dramas teen conhecidos, dedicados ao público feminino. Outro ponto importante era o equilíbrio ideal entre o núcleo adulto e o jovem, também não muito característico do estilo costumeiro.

A trilha sonora era definitivamente um personagem fixo do programa, que a cada episódio trazia um amontoado de músicas boas de bandas razoavelmente novas e outras nem tanto. A canção “California”, do Phantom Planet, foi escolhida por acaso e não era intenção dos produtores torná-la tema, mas o público gostou tanto que acabou ficando. Boa parte do que tocava na série saía dos iPods de Josh Schwartz e Alexandra Patsavas, supervisora musical da atração. Schwartz, inclusive, admitiu em entrevistas que as músicas às vezes o ajudavam a escrever o roteiro. The OC apresentou inúmeras bandas e ajudou a divulgar o trabalho de outras já estabelecidas, como Beastie Boys, U2 e Coldplay.

Marissa Cooper é considerada até hoje uma das melhores personagens já feitas para a TV. Emblemática, Mischa Barton interpretava Cooper com maestria. A protagonista teve um fim trágico e chocante, mas que representa bem o jovem niilista-rebelde, que banaliza tudo e se apaixona num piscar de olhos. Cada um em OC causava um efeito singular e configurava um estereótipo popular para desmistificar a ideia de que nascemos e morremos como somos, apelando para o conceito de que todos estamos em constante mudança e erramos para evoluir e não transgredir.

The OC explodiu em um fenômeno cultural pop no mundo todo. Era um conto complexo e espirituoso sobre a vida, de perfeita combinação entre comédia e melancolia. Acabou como uma das melhores séries teen, deixando milhões de fãs e uma saudade sem fim.

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Criador do @cultpopshow, amante de cultura pop e boas conversas. Faminto por novas ideias e fascinado pela história da juventude. Ama ler, escrever, ouvir músicas e assistir a séries de TV.

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