Image
Voltar ao topo
Exibir menu
6 de junho de 2014

Orange is the New Black não é o que parece. É muito mais!

Orange is the New Black não é o que você pensa. Vamos deixar isso claro desde já. E conto por que neste post.

Você já parou pra pensar que as coisas que você faz naquela fase aventureira pós-faculdade-quero-me-descobrir podem voltar para puxar o seu pé um dia no futuro?

Piper Chapman também não.

Quando a sua namorada, uma traficante internacional de drogas por quem era perdidamente apaixonada, lhe pediu um simples favorzinho, Piper hesitou, mas acabou aceitando. Mal sabia ela.

Orange is the New Black conta a história de Piper (Taylor Schilling), uma patricinha de Nova York que leva uma vida pacata e previsível com seu namorado (Jason Biggs, de American Pie), um aspirante a escritor, até o dia em que as consequências do passado a alcançam, 10 anos depois.

Agora ela precisa ir para a prisão e encarar a realidade. Nada de twitter, nada de seriados, nada de banhos de banheira. Lá ela vai aprender que reclamar da comida não é uma boa ideia, e que o que ela leu nos livros sobre “Como Se Dar Bem Na Prisão” não necessariamente se aplica lá dentro. Vai aprender também que o sistema carcerário tem muitas falhas. Acima de tudo, ela vai ter que tirar – sabe-se lá de onde – a resiliência para sobreviver aos 15 meses a que foi condenada, e vai ter que descer do pedestal onde ela acha que está por ser “diferente” de suas companheiras de prisão. Ah, eu mencionei que a ex-namorada traficante de Piper está na mesma prisão? Se conviver diariamente com um ex já pode ser ruim, imagine se você estiver na prisão por tê-lo ajudado num crime?

Um dos aspectos mais interessantes de Orange is the New Black, original da Netflix (aliás, parabéns a eles por acertarem na fórmula novamente), é o insight na vida das personagens. Todas elas vêm de backgrounds completamente diferentes, e temos a chance de conhecer um pouco de suas histórias, que fogem completamente do clichê que você esperaria de prisioneiras, e os motivos que as levaram até ali. Você passa a simpatizar com aquelas mulheres e com tudo o que elas passaram.

No fundo, o seriado é sobre pessoas. Assista sem preconceitos e será recompensado com uma história rica em sentimentos e aspectos da humanidade que muitas vezes não gostamos de lembrar. Há um grande apelo sexual, como você verá logo no começo, e o humor e o drama característicos de Jenji Kohan – que também criou o seriado Weeds –, vão te cativar quase que instantaneamente. Os personagens são complexos e eles farão você devorar a temporada inteira em uma tarde. Aliás, recomendo que façam isso mesmo, porque a segunda temporada já está disponível na Netflix!

Por fim, divirta-se e sofra junto com as mulheres do presídio de Litchfield, que mais parece um acampamento feminino meio hardcore, onde as fofocas e intrigas são constantes, mas a amizade surge nos lugares mais improváveis. Você vai se apaixonar, assim como eu.

/ Para saber mais:
Orange is the New Black fez um favor ao mundo ao revelar a maravilhosa Laverne Cox

Nesta matéria especial da revista TIME, a atriz transexual fala um pouco sobre movimentos.

8 perguntas para a nova temporada de Orange is the New Black

Uma lista com 8 perguntas que queremos que a segunda temporada de OITNB nos responda.

/ Gostou deste post? Então experimente nossa newsletter semanal. Assine nossa newsletter.

/

Atleta sedentária, hiperativa preguiçosa. Vive música, respira seriados, mas se alimenta é de pizza mesmo.

  • Lucas Soares

    de fato esta é uma das séries atuais que mais chamam a atenção por tratar tão bem do assunto “pessoas”. e a produção é ousada ao tratar de temas que pouca gente possui propriedade ou coragem para falar. a transexualidade é um desses tópicos e, de fato, é louvável que jenji kohan e os demais envolvidos neste projeto, tenham dado esta oportunidade a laverne cox!

    gosto de como a trama é arranjada, do tom dos episódios – com aquele humor negro tão intrínseco à veia de kohan – e, principalmente, à diversidade de histórias a quem somos apresentados. o sexo, também tabu para grande parte dos espectadores & produtores, mesmo no século XXI, também é amplamente explorado na série.

    nota 10!

/CultPopShow © 2008-2014. Todos os direitos reservados.   |   Agência WCK