Image
Voltar ao topo
Exibir menu
22 de julho de 2014

Entre o kitsch e o cult (ou por que John Green faz tanto sucesso?)

John Green ocupou as 4 primeiras posições das listas de livros mais vendidos do mundo semanas seguidas. Mas a que deve o sucesso espantoso do escritor? Será que tem a ver com a maneira que consumimos literatura hoje em dia?

A Culpa é das Estrelas

A Culpa é das Estrelas (2014)

Se você ainda não leu relatos em redes sociais de amigos que se debulharam em lágrimas por conta do filme A Culpa é das Estrelas (2014), você, provavelmente, passou muito tempo envolvido com os jogos da Copa.

Não apenas posts elogiando o filme, mas também muitos memes foram criados, o que fatalmente trata-se de um indício de grande sucesso para o escritor. Tanto em relação ao livro, quanto ao filme. John Green, o autor, com apenas 36 anos, pode se vangloriar por ter seus 4 romances na lista dos mais vendidos [clique para ler].

Espantoso, não?

Mas, o que será que torna os livros de John Green tão bem sucedidos, assim como tantos best-sellers que já são criados para atrair adolescentes do mundo todo? Seria um enredo bem criado, apesar de os personagens serem bastante rasos (planos, talvez seja o termo adequado, lembra das aulas de literatura?)? Seria o fato de as histórias serem contadas em cima de clichês muito bem estruturados [clique para ler] para que o leitor/espectador se encante rapidamente?

Pode-se dizer que a narrativa óbvia e que tem a preocupação de retratar comportamentos dos jovens da atualidade é uma forma de conquistá-los e de fidelizá-los. Não que seja ruim, claro. Já falamos até mesmo por aqui [clique para ler], que há sim, a importância em se difundir a literatura. Afinal, atrair leitores é o primeiro passo para que comecem a ler todo tipo de texto, inclusive os clássicos.

John Green

Bem, segundo o quase doutor em Literatura Brasileira, Marcos Neviani (e meu amigo pessoal, conversa tirada do WhatsApp), esse tipo de literatura atende muito bem a lógica do mercado. Tipo assim: o livro fez sucesso? Vira filme! Ou como dizem, tornou-se um pecado fazer a narrativa morrer. É como se o livro deixasse seus leitores órfãos e, aproveitando-se da situação, a indústria cinematográfica entra em cena – com o perdão do trocadilho – para continuar alimentando e, obviamente, lucrando com essa necessidade que as pessoas têm de rever a história.

A cereja do bolo, o maior instrumento para que essa fama seja propagada, é a própria internet, já que se divulga amplamente (para não dizer exaustivamente) as impressões sobre o livro e sobre o filme.

Se isso é bom ou ruim, acho que não é o mais importante aqui, mas devemos, sim, refletir sobre o tipo de leitura que temos feito e sobre o que dela temos tirado. Se toda a literatura da atualidade tem as mesmas características e, pelo hábito ou mesmo pela repetição, já estamos nos acostumando com isso, temos que pensar se essa geração vai conseguir sair deste ciclo vicioso e encontrar-se com outros tipos de leitura.

Ler de tudo é saudável. Ficar preso em um só tipo de leitura, não. Concorda?

/ Para saber mais:
Ei, ficou curioso sobre o título deste post?

Se sim, você pode ler o texto da Revista Cult que vai te ajudar a entender um pouco o que significa “kitsch” (porque “cult” você deve fazer uma ideia do quê se trata). Se não… bom, deixa pra lá.

/ Gostou deste post? Então experimente nossa newsletter semanal. Assine nossa newsletter.

/

Formada em Letras, pós em Negócios de Moda, faz da vida uma longa história que vai contando pelos lugares que passa. Este blog faz parte disso.

/CultPopShow © 2008-2014. Todos os direitos reservados.   |   Agência WCK