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11 de outubro de 2014

Os verdadeiros freak shows nas lentes de Charles Eisenmann

No final do século 19, Charles Eisenmann acompanhava freak shows e registrava seus integrantes, criando uma série um tanto curiosa.

Charles Eisenmann
Aproveitando que American Horror Story: Freak Show está aí, a quarta temporada da série cult de Ryan Murphy, lembrei de um fotógrafo que acompanhava circos de freak shows pelas estradas americanas, captando seus integrantes.

No final do século 19, os Estados Unidos receberam muitos imigrantes europeus, principalmente do Reino Unido, que estavam à beira da miséria e resolveram tentar uma nova vida na América. Além disso, um forte movimento interno também ocorreu nos estados americanos, misturando costumes e crenças de vários povos. Um dos costumes, originado no sul e espalhado para o resto do país, era o gosto pelos circos, que se tornaram famosos principalmente por seus shows peculiares.

O fotógrafo Charles Eisenmann, que morava na Bowery Street, rua de Nova York famosa na época por abrigar um misto de artistas, prostitutas e desabrigados, identificou uma oportunidade de ouro nos circos e resolveu registrar as atrações consideradas bizarras pelo grande público. A publicidade em torno dos “freaks”, como eram chamados, era tão grande que atraiu os olhares até dos que não eram curiosos, promovendo uma nova era para a arte circense e a inclusão de pessoas com necessidades especiais, ainda que exploratória, em uma sociedade que os consideravam monstros.

Várias histórias passaram pelas lentes de Eisenmann, como o grande Príncipe Randian, que nasceu sem os braços e pés, mas era incrivelmente autossuficiente, capaz de se barbear, pintar, escrever, enrolar seus próprios cigarros, entre outras atividades. Jojo, o “garoto cara de cão”, que sofria de hipertricose (conhecida como síndrome do lobisomem), uma disfunção genética que causa excesso de pelos. E Fanny Mills, conhecido como “pé grande”, portador de linfedema, doença que causa o inchaço das pernas.

Com o passar do tempo, a ciência mostrou ao mundo que os monstros eram, na verdade, portadores de necessidades especiais, seja por mutação genética ou doenças naturais ou causadas por algum acidente, resultando na compreensão das pessoas e no declínio dos circos freak shows.

Veja alguns dos retratos de Charles Eisenmann:

 

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Criador do @cultpopshow, amante de cultura pop e boas conversas. Faminto por novas ideias e fascinado pela história da juventude. Ama ler, escrever, ouvir músicas e assistir a séries de TV.

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